- 1. A Técnica; A Tecnologia; A Revolução Industrial (Máquina a Vapor); Bibliografia; Realização do trabalho.
- 2. Técnica – acto de fazer algo, de executar. É uma arte prática que nos leva à obtenção de objectos concretos e precisos através de diversos equipamentos e materiais.
- 3. A Técnica distingue o homem do animal. Há provas da utilização da técnica desde há cerca de dois milhões de anos atrás, pelos povos primitivos. Exemplos:
- 4. Inicialmente a técnica era utilizada para satisfazer as necessidades básicas do ser humano, como a alimentação, defesa,…Utilizavam muito a pedra. A descoberta do fogo foi muito importante(primeira fonte de energia) porque com este foram-se desenvolvendo novas técnicas, como por exemplo, a culinária(a passagem do cru ao cozido), novos instrumentos para defesa e caça, transportes,…
- 5. Outra etapa fundamental da história foi a descoberta dos metais, que melhoraram a qualidade de vida das pessoas: começaram-se a fabricar instrumentos mais eficazes, resistentes e mais fáceis de fazer. O primeiro metal a ser descoberto foi o cobre. Depois o bronze e, mais tarde, o ferro.
- 6. Muita gente considera a roda como a descoberta técnica mais importante do Homem. A vida ficou mais fácil e os transportes sofreram uma enorme revolução. Também muito importante, foi a descoberta da escrita, pelos povos fenícios, e a partir da invenção desta deu-se a transição da pré - história para a história. Surgiu devido à necessidade de registo das trocas comerciais, uma vez que os fenícios eram um povo de comerciantes.
- 7. A atitude técnica é a atitude de quem faz algo. Faz-se através de instrumentos técnicos, ferramentas e processos adequados na resolução de um problema. Existem vários tipos de objectos técnicos: - objectos técnicos simples(objectos sem complexidade, cujo funcionamento é simples); - objectos técnicos artesanais(relacionados com o artesanato, populares); - objectos técnicos industriais; - objectos técnicos complexos(sistemas técnicos).
- 8. Tecnologia – ciência que estuda a tecnica. Envolve sempre um estudo, uma descrição ou uma explicação de procedimentos, materiais e equipamentos necessários para a transformação das matérias - primas em produtos acabados.
- 9. A tecnologia complementa a técnica e virse – versa. È através do acto tecnológico que podemos analisar e tentar resolver o problema (parte técnica).
- 10. A atitude tecnológica é a atitude de quem estuda e analisa um problema, avaliando-o no sentido da compreenção das suas causas e implicações : - funcionais; - económicas; - sociais; - estéticas; - e ambientais. Levando-nos à descoberta de soluções alternativas.
- 11. Do vasto campo da Educação Tecnológica a “dimensão ambiental” deve sempre fazer parte, isto é , o estudo e o conhecimento das condições externas que influenciam a vida das populações e organismos. Hoje em dia existem telefones descartáveis graças á “economia do usar e deitar fora”, o esbanjamento de energia é hoje uma das características da sociedade moderna.
- 12. Líderes mundiais e cidadãos em geral começão finalmente a preocupar-se com a Humanidade.Um pouco por todo mundo, movimentos massivos de pessoas demonstram sinais de preocupação.Depois da Revolução Agrícola e da Revolução Industrial surge agora a Revolução Ambiental, que tera de ser bem mais rápida se queremos inverter o caminho “antes que a Natureza morra”.
- 13. Reduzir, reciclar e reutilizar são as regras que devemos sempre cumprir. O desperdício de energia esta ligado ao aumento da poluição. Uma poupança consíderavel de energia contribui para a melhoria do meio que nos rodeia.
- 14. Fechar sempre bem as torneiras sempre que acabamos de as utilizar; Tentar usar o menor número possível de pilhas; Fazer sempre a reciclagem do papel; Tentar evitar sempre utilizar os sprays; Conduzir menos principalmente nas viagens mais curtas em que se pode andar a pé. Faça a diferença!!!!!!!!!
- 15. Durante dois milhões de anos, o Homem comeu alimentos crus ou que secava ou cozia ao sol.Esta agricultura primitiva daria lugar, depois, à agricultura tradicional.Mudaram os tempos e mudaram também as formas de produção e os hábitos alimentares.Na década de 60 do século XX, um novo caminho se abriu á agricultura- a chamada revolução verde : na procura de maior rendimento das colheitas, passaram a ser utilizadas novas tecnologias.
- 16. Do uso de químicos resultou uma forte subida nos níveis de produtividade, mas a revolução verde também originou prejuízos: degradação dos solos provocada pelos resíduos químicos e, também a poluição das águas- o que nós podíamos chegar a ingerir. Neste contexto surge uma nova revolução verde por muitos chamada “biorrevolução” que aposta no aumento da produção de alimentos mas agora, tendo como base o recurso ás biotecnologias – aplicação de tecnologias nos sistemas biológicos animal e vegetal.
- 17. Estas novas tecnologias, associadas ao conhecimento, cada vez maior, da genética e da biologia celular moderna, permitiram quer a clonagem de animais quer uma maior pesquisa agrícola para melhorar espécies de plantas.
- 18. A Revolução Industrial consistiu num conjunto de mudanças tecnológicas com um grande impacto no processo produtivo ao nível económico e social. Iniciada na Inglaterra em meados do séc. XVIII, expandiu-se pelo mundo a partir do séc. XIX. Ao longo do processo, a era agrícola foi superada, a máquina foi suplantando o trabalho humano, impôs-se uma nova relação entre capital e trabalho, estabeleceram-se novas relações entre as nações e surgiu o fenómeno da cultura de massa.
- 19. Essa transformação foi possível devido a vários factores, entre eles destacam-se o liberalismo económico e a invenção da máquina a vapor.
- 20. Poucas invenções tiveram maior influência na história dos tempos modernos que a da máquina a vapor. Ao contrário do que geralmente se pensa, não foi a causa inicial da Revolução Industrial, mas sim, em parte, efeito desta. O motor de James Watt, pelo menos, nunca se teria tornado realidade se não fosse a procura de uma fonte eficiente de energia para mover as pesadas máquinas já inventadas na industria têxtil. Por outro lado, é indiscutível que o aperfeiçoamento da máquina a vapor promoveu um desenvolvimento mais rápido da industrialização.
- 21. Deu uma nova importância à produção do carvão e do ferro; possibilitou uma revolução nos transportes; abriu oportunidades quase ilimitadas à aceleração das manufacturas, tornando as nações industrializadas as mais ricas e poderosas do mundo. Antes do desenvolvimento da máquina a vapor, as reservas de energia estavam à mercê das variações atmosféricas. Durante as secas, a baixa dos rios podia forçar os moinhos a restringir suas actividades ou mesmo a suspende-las por completo. Os navios, nas travessias do oceano, atrasavam – se semanas inteiras por falta de vento.
- 22. Com a máquina a vapor haveria um fornecimento constante de energia, que poderia ser aproveitada quando necessário. Não é, portanto, exagero afirmar que a invenção de Watt assinalou o começo da era da força motriz.
- Fonte: http://www.slideshare.net/guest7c93f08f/a-tcnica-e-a-tecnologia-1591853
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Técnica e Tecnologia - (1º Ano)
Estrutura Geológica da Terra - 2º Ano
Qual a origem da Terra?
Muitos cientistas e físicos ao longo do tempo tem formado teorias para explicar a origem da Terra. Os mais notáveis físicos são de acordo com uma teoria, que é a que se segue:
1. há cerca de 4,6 bilhões de anos, originou-se primeiro o sol através de uma densa nuvem de poeira e gás que se contraiu, formando não só o sol mas outros planetas.
2. com a radioatividade das rochas algumas partes da Terra se derreteu. O níquel e o ferro se fundiram formando o núcleo, enquanto na superfície ficou um oceano de rochas incandescentes.
3. a Terra primitiva sofreu um resfriamento, os vulcões entraram em erupção emitindo gases que formaram a atmosfera, por sua vez originando matéria orgânica e água.
4. há cerca de 3,5 bilhões de anos, grande parte da crosta terrestre já estava formada, mas bem diferente da atual.
Para a formação atual, continentes e ilhas, levou-se milhões de anos, pois por volta de 3,5 bilhões de anos atrás a Terra estava dividida em um só continente.
Escala geológica do tempo
Para se entender a estrutura da Terra é necessário também, o conhecimento do tempo geológico.
A escala geológica do Tempo está dividida em Eras, que se dividem em Períodos, e estes se dividem em Épocas.
A primeira Era é a chamada Pré-cambriana, que se divide em três períodos:
- Azóica: por volta de 4,5 bilhões de anos atrás, esse período é marcado pela não existência de vida, esse período durou bilhões de anos.
- Arqueozóica e Proterozóica: nesse período passaram a surgir os seres unicelulares e invertebrados (algas e bactérias). Formação das rochas magmáticas. Existência de dois continentes: Árqueo-ártico e Indo-afro-brasileiro.
A Era Paleozóica está dividida nos períodos: Permiano, Carbonífero, Devoniano, Siluriano, Ordoviciano e Cambriano.
Nestes períodos houve a existência de rochas sedimentares e metamórficas. Existência de cinco continentes: Indo, Afro, Brasileiro (Gondwana), Terra Canadense e Terra Siberiana. Surgiu os peixes e os primeiros répteis.
A próxima Era foi a Mesozóica, dividida pelos períodos Cretáceo, Jurássico e Triássico. Surgiram mamíferos e aves; répteis gigantescos (dinossauros); grandes florestas; e rochas sedimentares e vulcânicas.
Já na Era Cenozóica existem dois períodos, Quaternário e Terciário. Este último tem cinco épocas: Plioceno, Mioceno, Oligoceno, Eoceno e Paleoceno. Neste período houve o desenvolvimento dos mamíferos e fanerógamos. Os répteis gigantes foram extintos, formou-se as bacias sedimentares.
No período do Quaternário existem duas épocas: Holoceno e Pleistoceno. Houve neste período a glaciação no hemisfério norte; delineamento dos atuais continentes; formação das bacias sedimentares recentes; aparecimento do homem.
Estrutura da Terra
A Terra é constituída por materiais sólidos, líquidos e gasosos, que se acham dispostos em camadas concêntricas.
De dentro para fora, as camadas da estrutura da Terra são: núcleo ou barisfera, manto, sima ou sial que forma estrutura interna; litosfera, hidrosfera e atmosfera formam a estrutura externa.
Estrutura interna
A estrutura interior da Terra é formado por três camadas principais:
- camada externa (crosta terrestre)
- manto ( ou camada intermediária)
- o núcleo
Núcleo
Parte mais interna do planeta. Pode ser dividido em núcleo externo e interno.
O núcleo externo, comporta-se como liquido apesar de sua composição metálica, admiti-se que seus componentes estão em estado de fusão. Estende-se de 2.900 km até 5.100 km.
O núcleo interno vai desde 5.100 km até o centro da Terra.
O núcleo da Terra é constituído por ferro e níquel.
A temperatura atinge a 4.000/5.000 C.
Manto
Trata-se de uma camada intermediária situada acima do núcleo. Tem uma espessura aproximada de 2.900 km, sua composição é de rochas ultrabásicas. Boa parte dos fenômenos que afetam a crosta terrestre tem origem na parte superior do manto.
* Magma é uma matéria em estado de fusão (pastoso), que constitui boa parte do núcleo e do manto.
Crosta terrestre
Representa apenas 1% da massa do planeta. Sua origem ocorreu a partir do resfriamento do magma; sendo portanto, a camada superficial.
Podemos dividir a crosta terrestre(litosfera) em três camadas diferentes:
- camada sedimentar superficial: constituída por rochas sedimentares que, em certos lugares pode atingir vários metros de espessura, já em outros desaparece.
- camada granítica intermediária: é constituída por rochas cuja composição é semelhante ao granito. Essa camada também é chamada de Sial.
- camada basáltica inferior: é bastante semelhante ao basalto. É também chamada de Sima.
Estrutura externa
É formada por: litosfera, hidrosfera e atmosfera.
Litosfera
A litosfera ou crosta terrestre, a parte consolidada da Terra, é formada por rochas e minerais. É todo estrato e substrato rochoso, que constitui o relevo submarino e os continentes e ilhas.
Hidrosfera
A hidrosfera é formada pelas águas oceânicas e águas continentais, incluindo os lençóis subterrâneos e o vapor aquoso da atmosfera.
Atmosfera
A atmosfera é a camada de ar ou envoltório gasoso que cobre a Terra.
Agentes estruturais
As modificações que ocorrem no relevo terrestre tem origem na ação de poderosas forças que podem vir do interior, como da própria superfície do planeta. Essas forças são chamadas de agentes do relevo.
Os agentes do relevo podem ser, dependendo da origem:
- internos ou estruturais, pois modificam a superfície alterando a sua estrutura.
Estes agem esporadicamente, mas com grande intensidade. São causados pelos movimentos da tectônica de placas.
- externos ou esculturais, pois modificam a superfície sem alterar a sua estrutura. Estes são de menor intensidade, mas atuam com mais freqüência.
Falaremos um pouco sobre os agentes estruturais.
Tectônica de placas
A palavra tectônica vem do radical grego tektoniké, que significa arte de construir. Um nome bem apropriado, pois essa teoria tem por objetivo demonstrar que a crosta terrestre se movimenta sobre o magma. Atualmente a crosta terrestre está dividida em doze placas tectônicas. Essas placas acabaram por se “chocar” em certos pontos, fazendo alterações no relevo ao longo de milhares de anos.
Tectonismo pode ser dito como os movimentos longos e prolongados da crosta terrestre, em virtude dos movimentos das placas tectônicas.
Departamento Nacional de Obras Contra As Secas (3º Ano)
O site apresenta as competências atribuídas ao órgão,
bem como sua atuação no que diz respeito aos projetos de
irrigação e aquicultura implantados no Nordeste. A seção
“Recursos hídricos” fornece dados detalhados sobre o volume
armazenado de água por reservatório e por estado.
http://www.dnocs.gov.br/
Obs: Na página principal selecionar "Consultas" na barra superior, em seguida "mapa interativo dos açudes"
bem como sua atuação no que diz respeito aos projetos de
irrigação e aquicultura implantados no Nordeste. A seção
“Recursos hídricos” fornece dados detalhados sobre o volume
armazenado de água por reservatório e por estado.
http://www.dnocs.gov.br/
Obs: Na página principal selecionar "Consultas" na barra superior, em seguida "mapa interativo dos açudes"
Vídeos - Contextualização Sobre a Região Nordeste (3º Ano)
Pessoal, segue abaixo alguns vídeos que possuem como tema a Região Nordeste, abordando a parte geográfica física como humana da região. Abraço a todos!!!
1º - Nordeste Independente - Elba Ramalho
2º - Clara Nunes - Oricuri (Segredos do Sertanejo) Comp.João do Vale
3º - Clara Nunes - Magoada - Com. João do Vale
1º - Nordeste Independente - Elba Ramalho
2º - Clara Nunes - Oricuri (Segredos do Sertanejo) Comp.João do Vale
3º - Clara Nunes - Magoada - Com. João do Vale
O Nordeste no Atual Ciclo Industrial - (3º ano do Ensino Médio)
Um aspecto significativo em relação aos efeitos da crise econômica recente sobre o Nordeste decorre do grau de integração da economia da região ao restante da economia nacional, que faz com que a evolução econômica regional esteja fortemente associada à dinâmica de crescimento da economia brasileira.
No ciclo atual, tanto na fase da crise quanto na de recuperação, a economia do Nordeste acompanhou de perto a trajetória do conjunto da economia nacional. Enquanto as taxas de crescimento dos países ditos em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China, até certo ponto, “descolaram” da forte queda de 2009 e da débil recuperação das economias avançadas em 2010, nas relações internas, as taxas de crescimento das regiões mantiveram certo grau de alinhamento.
Soldagem
Para o economista Leonardo Guimarães Neto, nos últimos 40 anos operou-se uma “soldagem” da economia nordestina ao centro econômico brasileiro que ajustou a dinâmica da região aos movimentos cíclicos da economia nacional. O caráter solidário da trajetória da economia nordestina ao conjunto do país é particularmente forte nas atividades industriais. Vale a pena passar uma vista no gráfico abaixo, que retrata as taxas de crescimento da produção da indústria de transformação do Brasil (linha contínua simples), de São Paulo (linha tracejada) e do Nordeste (linha continua dupla), desde janeiro de 2002. Não é difícil perceber que seguem uma trajetória muito semelhante.

Uma característica persistente em quase todo o período é a de que os ciclos de expansão e retração da economia nordestina são mais atenuados (ou menos agudos) do que os da média da economia brasileira ou os do Estado de São Paulo. Assim, a produção industrial do Nordeste, representada no gráfico pela linha contínua dupla, apresentou taxas acima da média brasileira (e da taxa de São Paulo) quando o Brasil estava desacelerando o seu crescimento, e abaixo dessas taxas quando o Brasil voltava a expandir em termos anuais a taxa de crescimento da produção industrial. A exceção são alguns meses do ano de 2003, durante um mini-ciclo expansivo, quando a taxa de crescimento da produção industrial do Nordeste situou-se acima da média brasileira.
O ciclo atual
A produção da indústria de transformação brasileira iniciou nos primeiros meses de 2004, uma etapa relativamente longa de expansão que, apesar de alguma oscilação, perdurou até o estouro da crise financeira internacional em setembro de 2008. Com o advento da crise internacional, a produção industrial brasileira declinou rapidamente e, apesar de diferentes respostas de cada um dos setores, o conjunto da indústria de transformação somente iniciou uma retomada consistente a partir do segundo semestre de 2009, observando-se a comparação com igual mês do ano anterior.
A produção indústria nordestina entrou em crise no mesmo momento que o conjunto da economia brasileira, impactada que foi pela reversão abrupta do cenário mundial e pela instalação da crise de confiança no país. O movimento declinante da produção industrial nordestina, todavia, foi bem mais atenuado do que o da média da economia brasileira e o de São Paulo. No ponto mais baixo da curva de crescimento, a produção industrial anualizada do Nordeste havia se retraído 7,56% (setembro de 2009), enquanto o conjunto da produção industrial brasileira, na mesma série, chegou a recuar 10,49%, e a de São Paulo, 11,1% (ambas em outubro de 2009).
Na etapa atual, de rápida aceleração do crescimento da produção industrial, as taxas do Brasil e de São Paulo voltam a se apresentar mais elevadas do que a do Nordeste, confirmando a prevalecência desse tipo de relação.
A crise atingiu todos os segmentos da indústria, ainda que os impactos sobre os setores de bens intermediários e de consumo duráveis como produtos químicos e materiais e equipamentos elétricos tenham sido mais acentuados. Em dezembro de 2008, a produção física da indústria de transformação nordestina havia caído 10,17% na comparação com dezembro de 2007. Os setores químicos, de materiais e equipamentos elétricos e Têxtil sofreram as maiores retração nesse momento. Em junho de 2009, o recuo da indústria de transformação, na comparação com o mesmo mês de 2008, se limitava a 2,9%, em fevereiro de 2010, a produção industrial do Nordeste já se situava 11,61% do resultado de fevereiro de 2009, mostrando a força de sua recuperação.
O grau de integração econômica do Nordeste ao centro dinâmico economia brasileira tem oscilado ao longo do tempo e se deve muito ao predomínio do mercado interno na economia nacional. Na crise atual, o Nordeste conheceu um mergulho menos profundo e de menor duração. Na retomada, a distribuição dos projetos estruturantes no território nacional e a continuidade das políticas sociais compensatórias é que vão definir se a região poderá reduzir de forma consistente o hiato de desenvolvimento em relação aos pólos mais ricos e crescer acima da média do país.
Ricardo Lacerda
Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
Publicado no Jornal da Cidade em 09 de maio 2010
Fonte: http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/2010/08/o-nordeste-no-atual-ciclo-industrial.html
No ciclo atual, tanto na fase da crise quanto na de recuperação, a economia do Nordeste acompanhou de perto a trajetória do conjunto da economia nacional. Enquanto as taxas de crescimento dos países ditos em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China, até certo ponto, “descolaram” da forte queda de 2009 e da débil recuperação das economias avançadas em 2010, nas relações internas, as taxas de crescimento das regiões mantiveram certo grau de alinhamento.
Soldagem
Para o economista Leonardo Guimarães Neto, nos últimos 40 anos operou-se uma “soldagem” da economia nordestina ao centro econômico brasileiro que ajustou a dinâmica da região aos movimentos cíclicos da economia nacional. O caráter solidário da trajetória da economia nordestina ao conjunto do país é particularmente forte nas atividades industriais. Vale a pena passar uma vista no gráfico abaixo, que retrata as taxas de crescimento da produção da indústria de transformação do Brasil (linha contínua simples), de São Paulo (linha tracejada) e do Nordeste (linha continua dupla), desde janeiro de 2002. Não é difícil perceber que seguem uma trajetória muito semelhante.

Uma característica persistente em quase todo o período é a de que os ciclos de expansão e retração da economia nordestina são mais atenuados (ou menos agudos) do que os da média da economia brasileira ou os do Estado de São Paulo. Assim, a produção industrial do Nordeste, representada no gráfico pela linha contínua dupla, apresentou taxas acima da média brasileira (e da taxa de São Paulo) quando o Brasil estava desacelerando o seu crescimento, e abaixo dessas taxas quando o Brasil voltava a expandir em termos anuais a taxa de crescimento da produção industrial. A exceção são alguns meses do ano de 2003, durante um mini-ciclo expansivo, quando a taxa de crescimento da produção industrial do Nordeste situou-se acima da média brasileira.
O ciclo atual
A produção da indústria de transformação brasileira iniciou nos primeiros meses de 2004, uma etapa relativamente longa de expansão que, apesar de alguma oscilação, perdurou até o estouro da crise financeira internacional em setembro de 2008. Com o advento da crise internacional, a produção industrial brasileira declinou rapidamente e, apesar de diferentes respostas de cada um dos setores, o conjunto da indústria de transformação somente iniciou uma retomada consistente a partir do segundo semestre de 2009, observando-se a comparação com igual mês do ano anterior.
A produção indústria nordestina entrou em crise no mesmo momento que o conjunto da economia brasileira, impactada que foi pela reversão abrupta do cenário mundial e pela instalação da crise de confiança no país. O movimento declinante da produção industrial nordestina, todavia, foi bem mais atenuado do que o da média da economia brasileira e o de São Paulo. No ponto mais baixo da curva de crescimento, a produção industrial anualizada do Nordeste havia se retraído 7,56% (setembro de 2009), enquanto o conjunto da produção industrial brasileira, na mesma série, chegou a recuar 10,49%, e a de São Paulo, 11,1% (ambas em outubro de 2009).
Na etapa atual, de rápida aceleração do crescimento da produção industrial, as taxas do Brasil e de São Paulo voltam a se apresentar mais elevadas do que a do Nordeste, confirmando a prevalecência desse tipo de relação.
A crise atingiu todos os segmentos da indústria, ainda que os impactos sobre os setores de bens intermediários e de consumo duráveis como produtos químicos e materiais e equipamentos elétricos tenham sido mais acentuados. Em dezembro de 2008, a produção física da indústria de transformação nordestina havia caído 10,17% na comparação com dezembro de 2007. Os setores químicos, de materiais e equipamentos elétricos e Têxtil sofreram as maiores retração nesse momento. Em junho de 2009, o recuo da indústria de transformação, na comparação com o mesmo mês de 2008, se limitava a 2,9%, em fevereiro de 2010, a produção industrial do Nordeste já se situava 11,61% do resultado de fevereiro de 2009, mostrando a força de sua recuperação.
O grau de integração econômica do Nordeste ao centro dinâmico economia brasileira tem oscilado ao longo do tempo e se deve muito ao predomínio do mercado interno na economia nacional. Na crise atual, o Nordeste conheceu um mergulho menos profundo e de menor duração. Na retomada, a distribuição dos projetos estruturantes no território nacional e a continuidade das políticas sociais compensatórias é que vão definir se a região poderá reduzir de forma consistente o hiato de desenvolvimento em relação aos pólos mais ricos e crescer acima da média do país.
Ricardo Lacerda
Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
Publicado no Jornal da Cidade em 09 de maio 2010
Fonte: http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/2010/08/o-nordeste-no-atual-ciclo-industrial.html
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